Chegou o momento. Ou melhor, está próximo, assim que o grupo principal retornar às atividades no início de 2013. Cláudio Winck aguarda a quarta rodada do Gauchão para ser integrado aos comandados de Dunga e, assim, buscar deixar de ser uma promessa para escrever sua história no Inter.
O lateral-direito participará do plantel do ex-técnico da Seleção e poderá se garantir no setor. Isto porque Nei e Edson Ratinho já deixaram o clube gaúcho. A direção procura um jogador com experiência para tomar conta da posição, mas o garoto de 18 anos tentará mostrar seu talento para ganhar a confiança de Dunga e se firmar na equipe.
- Vou trabalhar com o grupo profissional. É a oportunidade da minha vida, que estava esperando há muito tempo.
Winck sabe da responsabilidade que enfrentará no “time de cima”. Ainda mais na posição. Mesmo que Nei tenha conquistado a Libertadores de 2010, nunca foi incontestável por torcida e mídia.
O último que passou pela função e garantia tranquilidade nas arquibancadas foi Ceará, que ficou marcado pela atuação contra o Barcelona na final do Mundial de 2006. A nova joia colorada avalia que a lateral direita é carente de grandes valores no futebol brasileiro:
- Acho que o Brasil apresenta um pouco de dificuldades nas laterais. Surgiu a oportunidade e vou fazer de tudo para me firmar.
Atualmente realizando pré-temporada no Centro de Treinamentos do clube em Alvorada com o time sub-23 para disputar as primeiras três partidas do Gauchão, Cláudio Winck, que já atuou em dois jogos pelo time profissional, acredita que aprimorou sua parte física e evoluiu na marcação. Com a bagagem de “um dos grupos mais vitoriosos do Brasil”, aposta que a convivência diária com estrelas do nível de D’Alessandro, Diego Forlán, Juan, Kleber e Leandro Damião o auxiliará no crescimento como jogador.
Entende que os duelos entre as “equipes A” primam pela velocidade, uma de suas principais virtudes. Caso Dunga precise dele, o lateral promete chegar à linha de fundo e executar cruzamentos na medida para os companheiros. E não só isso. Pode terminar com o problema dos batedores de falta – atualmente, os principais cobradores são D’Ale e Kleber. Ainda se gaba de ajudar na frente como um bom finalizador.
- Sou um lateral bem ofensivo. Busco sempre o cruzamento e gosto de bater faltas. Neste ano, ainda me destaquei por marcar muitos gols. Sou alto (1m83cm) e fiz alguns de cabeça. Acho que terminei a temporada com 16 ou 17 gols. O que mais gostei foi o da final do Gauchão sub-20 no Gre-Nal, quando peguei o rebote e chutei de fora da área.
Se o garoto confia em seu potencial, ainda carrega um sobrenome histórico no clube. Ele é sobrinho de Luís Carlos Winck, lateral-direito que se destacou no Colorado entre os anos 80 e 90. Quem pensa que a necessidade de repetir a linhagem surge como um peso em suas costas engana-se. Justamente nas conversas com o tio é que recebe a tranquilidade para entrar em campo e procurar demonstrar seu talento.
- Eu já me acostumei com isso. Vejo como positivo. É lógico que tem uma história, ainda mais no Inter. Ele sempre fala comigo, vê meus jogos. Ele pede para eu trabalhar forte que a minha estrela vai brilhar uma hora.
E parece que chegou o momento de ela reluzir, mesmo que a direção busque alguém com mais nome. Sob o comando de Dunga, Cláudio Winck poderá repetir os passos do tio famoso e terminar com as queixas da torcida na lateral direita.
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