Não demorou muito para Zé Roberto conquistar o torcedor gremista. Depois de ser apresentado no dia 4 de junho e estrear 20 dias depois, na vitória contra o Flamengo, ele se transformou em uma das referências da equipe em campo. Mesmo com a rápida adaptação ao clube, o jogador afirma que ainda está longe de sua forma ideal e que atingiu apenas 60% de seu nível.
— Acho que estou em um momento de crescimento, assim como o time, que está em formação. Recentemente, mudamos a forma tática em campo e estamos jogando com dois volantes e dois meias. A cada jogo, o time vem crescendo e se supera. Eu venho crescendo com o time. 100% não dá para dizer que eu me encontro, mas uns 60% eu já alcancei da forma que eu gosto de jogar, buscando o jogo, me movimentando, chegando na área — afirmou o meio-campista.
O jogador lembra que muitas vezes é obrigado a acompanhar o lateral adversário na marcação, o que lhe afasta da área adversária. É justamente essa chegada ofensiva mais forte que ele aponta como decisiva para que alcance seu melhor nível:
— Os outros 40% são mais a minha presença e chegada na área. Eu tenho jogado em uma posição em que eu me sobressaio mais para o time do que individualmente. Tem muitas vezes no jogo em que eu volto para acompanhar o lateral e, às vezes, eu perco a minha chegada na área. Se eu volto até quase a área, acabo perdendo presença ali na frente. Isso você vai adquirindo no decorrer dos jogos e da competição que ainda é longa. É uma questão da posição em campo.
Apesar da forte auto-crítica, o meia gremista mostra-se satisfeito com seu desempenho até aqui:
— O desempenho tem sido bem positivo. Eu acho que está mais ou menos aquilo que eu esperava. A primeira vez que eu voltei para o Brasil em 2006, eu comecei a jogar em setembro e só fui me adaptar mesmo a partir de janeiro de 2007. Desse meu retorno, acho que a adaptação foi mais rápida.
Confira outros trechos da entrevista de Zé Roberto:
Estilos de cabelo:
“Quem fala mais é a minha esposa. Ela não gosta muito que eu use trança, porque ela diz que eu fico com a cara da minha mãe, fico com cara de mulher”.
Maratona de jogos:
“Problema eu acredito que não vai ser. Eu cheguei a pegar uma sequência de quarta e domingo no Catar. Estávamos jogando na temperatura de 38 graus, quarta e domingo. O que eu tenho sentido bastante são as viagens. Aqui, no mínimo é uma hora e meia de viagem. Se for para o Nordeste, tem que parar em São Paulo. Você se desgasta mais pela logística”.
Bahia:
“O Bahia é um time que vem de uma derrota em uma competição totalmente diferente. No Campeonato Brasileiro, vem de uma sequencia boa, com um novo treinador que dá sempre uma motivação a mais no elenco. O time do Bahia está motivado e virão para buscar pontos aqui. Temos que nos preocupar com a nossa sequência, ela foi quebrada contra o Coritiba e essa derrota nos motiva mais a manter essa regularidade. Temos que ganhar os três pontos e a torcida está motivada, vamos estar com o estádio cheio no domingo e a torcida vem nos incentivando”.
Baixo número de dribles do Grêmio:
“Acho que pela característica dos jogadores. Não temos no time alguém que seja um típico driblador. A gente tem jogadores técnicos e que podem cadenciar o jogo. Não temos aquele driblador nato, que vai para cima no um contra um. Tem momentos no jogo que você precisa buscar essa jogada”.
Nenhum comentário:
Postar um comentário