Restou pelo menos um consolo aos quase 50 torcedores que enfrentaram a chuva de terça para ver o primeiro treino de Elano no Grêmio. Encerrado o trabalho, o meia sensibilizou-se ao ouvir seu nome sendo gritado à distância, aproximou-se da grade de proteção colocada ao lado do gramado suplementar e, com paciência, tirou fotos e distribuiu autógrafos.
Quem havia saído de casa sob mau tempo esperava vê-lo envolvido em alguma atividade com bola. Como era dia de reapresentação, o reforço vindo do Santos limitou-se a corridas em torno do campo.
De seu grupo, também faziam parte o lateral-esquerdo Pará e o meia Marquinhos, com quem o jogador nascido há 31 anos em Iracemápolis trabalhou durante a passagem pelo ex-clube.
O contato com Elano provocou delírio entre os torcedores, a maioria jovens, integrantes de excursões de escolas do Interior que costumam visitar o Olímpico diariamente.
— Estamos contigo, Elano! — gritavam, com canetas e pedaços de papel nas mãos.
A troca de ares fez bem ao meia, como havia previsto Dunga, seu técnico na Copa de 2010. Aliviado por sair do Santos, com cujos dirigentes vivia uma relação atritada, o meia esbanjou simpatia em suas primeiras horas no Grêmio.
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