terça-feira, 8 de maio de 2012

Oscar ainda depende da CBF para enfrentar o Fluminense.


Depois do gol sobre o Caxias e das lágrimas, Oscar ainda depende da CBF para enfrentar o Fluminense. Um e-mail da entidade para a Conmebol o separa da decisão por vaga nas quartas de final da Libertadores. O clube carioca está atento ao caso e não se descarta que a incerteza se arraste até horas antes do jogo de quinta-feira, no Engenhão.
Consultado por ZH, o porta-voz da Conmebol, Nestor Benitez, confirmou que a entidade recebeu um pedido formal do Inter sobre a condição legal de jogo do meia na Libertadores.
— Se Oscar está legalizado junto à CBF, ele também está legalizado na Conmebol. Em princípio, está liberado para jogar a Libertadores, mas ainda dependemos de um comunicado formal da CBF. Aguardamos para amanhã (terça-feira) — afirmou Benitez.
Como as relações entre Inter e CBF estão estremecidas devido ao Caso Oscar, o clube enviará um emissário ao Rio para acelerar o encaminhamento da documentação de Oscar com urgência à Conmebol. A delegação embarca no fim da tarde, mas antes do meio-dia um representante do Inter estará a caminho da sede da CBF, na Barra da Tijuca.
O São Paulo ingressou com recurso ao TST para cassar o habeas corpus concedida pelo ministro Guilherme Caputo Bastos para que Oscar pudesse voltar a jogar pelo Inter. O julgamento do mérito não está na pauta do Tribunal para esta terça-feira, mas por tratar-se de um caso extraordinário, não está descartada a sua análise - de qualquer forma, a tendência é pela manutenção da liminar. O São Paulo tem pressa em cassá-la. Busca reversão alegando, entre outros motivos, privilégios ao meia. Reclama também que o ministro teria demonstrado parcialidade em favor do jogador na entrevista que concedeu a ZH, antes de julgar a liminar.
— Nunca vi habeas corpus na Justiça do Trabalho. Oscar não teve o direito de ir e vir prejudicado — protestou o diretor jurídico do São Paulo, Kalil Abdala.
Na manhã desta segunda-feira, Oscar embarcou para Brasília e se reuniu com Caputo Bastos em seu gabinete. Segundo advogados consultados por ZH, o fato é incomum.
— Realmente, não é algo corriqueiro. Mas isso demonstra a preocupação do ministro com o caso. O ministro queria ouvir da boca do Oscar que ele deseja trabalhar no Inter e não mais voltar ao São Paulo — atestou Mozart Victor Russomano Neto, um dos advogados do meia.
O TST ainda tenta realizar uma reunião de conciliação entre as partes, sem data para ocorrer. O presidente da CBF, José Maria Marin, manifestou desejo de participar do encontro com Inter e São Paulo. O clube gaúcho evita manifestações mais veementes. Deseja entrar em acordo com o São Paulo e chegar a um valor pela multa rescisória de Oscar.
Tudo indica que o meia esteja apto para enfrentar o Fluminense. Mas tudo depende da CBF. Como na semana passada.

 


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